Mercado de carbono se torna tendência para empresas pós COP26

Tempo de leitura: 2 minutos

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), maior evento sobre emergência climática do mundo, aconteceu em Glasgow (Escócia) em novembro de 2021. Com todos os olhares voltados para as grandes lideranças mundiais, as expectativas para novos acordos serem pactuados durante a conferência eram altas.

Uma das principais novas metas acordadas é a de que, até 2030, os países devem liberar na atmosfera apenas a quantidade de gases de efeito estufa que possa ser absorvida novamente por meios naturais ou artificiais. Como forma de apoiar governos e empresas a atingirem essa meta, um dos instrumentos pactuados durante a COP26 foi a finalização do chamado “livro de regras” do Acordo de Paris, que dá espaço ao nascimento de um novo mercado de carbono.

Empresas em todo o mundo estão cada vez mais alertas para a emergência climática e sendo cada vez mais cobradas para assumir a responsabilidade pelo impacto ambiental de suas atividades. A maioria das grandes empresas agora têm estratégias e metas climáticas públicas, muitas das quais incluem promessas que parecem reduzir significativamente, ou mesmo eliminar, suas emissões de CO2.

Um estudo do instituto de pesquisas Climate Accountability Institute em 2019, mostra que um grupo de 20 empresas é responsável por mais de um terço das emissões de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo desde 1965.

Segundo a análise, publicada as 20 empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão foram responsáveis por 480,16 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e metano liberados na atmosfera nesse período. O montante representa 35% das emissões totais de combustíveis fósseis e cimento, que foram de 1,35 trilhão de toneladas. O cálculo feito é baseado na produção anual de petróleo, gás natural e carvão relatada por cada empresa, e leva em conta as emissões desde a extração até o uso final do combustível.

O mercado de carbono se coloca como uma tendência e o cenário pós-COP fortalece esses compromissos e abre caminhos para que as empresas possam começar a agir de maneira efetiva. Além de ser uma tendência, uma pesquisa realizada pela equipe do Quintessa em uma de suas iniciativas com 30 empresas parceiras mostrou que, considerando o recorte de impacto ambiental, 100% delas estão focadas em atuar com soluções para “Redução da emissão de carbono”, 71% desejam atuar em “Eficiência Energética” e 71% em “Redução de Resíduo”.

Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite. 

O que você achou desse texto?

Obrigado pelo feedback!

Acompanhe nossas redes sociais.

Como podemos melhorar nossos conteúdos?

Conte-nos o que achou do texto.