Caminhos práticos para as empresas se aliarem às startups para reduzirem suas emissões

Tempo de leitura: 3 minutos

Startups e corporações podem se juntar para fomentar inovação e sustentabilidade em diversas cadeias de valor

As emissões de gases de efeito estufa vêm sendo amplamente entendidas como uma questão prioritária para o mercado. O crescimento de metas net-zero de grandes empresas, muitas vinculadas à bonds mais baratos, é apenas uma (e talvez a mais marcante) materialização disso.

Para o Quintessa, que já está há mais de 11 anos trabalhando com soluções de mercado para superação dos nossos desafios sociais e ambientais junto a startups e grandes empresas, é ótimo ver o tema transcendendo espaços e indo além das tradicionais mesas com academia, governo e terceiro setor.

Por já termos concordado, como sociedade, que esse é um dos temas prioritários para avançarmos, esse texto se foca em uma abordagem prática de como podemos atacar este desafio.

Nós temos tido experiências muito positivas em ajudar grandes empresas a baterem suas metas de sustentabilidade através da inovação aberta. Esse é um caminho eficaz, rápido e menos arriscado de endereçar desafios, pois as startups já desenvolveram muitas das soluções, o que exime as grandes empresas de precisarem começar do zero.

Assim, apresentamos aqui soluções de startups para o desafio da diminuição das emissões de carbono, e que podem ser válidas para distintos perfis de empresa.

Logística

No quesito eletrificação de frotas, startups como Voltz Origem vêm crescendo e mostrando que é viável produzir motocicletas elétricas nacionais. A E-Moving, startup acelerada pelo Quintessa, vem trabalhando com consumidores finais e empresas para difundir a bike elétrica como meio de transporte. Também para o last-mile, mas abrindo o flanco para maiores distâncias, a FNM está voltando, desta vez com caminhões elétricos.

A Courri, também acelerada pelo Quintessa, colocou de pé um modelo logístico movido ao combustível mais limpo de todos: pedaladas. Em 2019, a B2W viu o movimento e adquiriu a startup.

Startups em estágios mais embrionários, na fronteira do desenvolvimento de tecnologias em biocombustíveis e ganho de eficiência em baterias, também têm um papel relevante na temática de logística limpa.

Uma observação importante para a opção de eletrificação de frotas se refere à matriz energética que está alimentando esses motores. No Brasil, 70% da matriz elétrica é limpa.

Apesar de ser melhor que muitos outros países, ainda temos muito o que evoluir, o que leva ao assunto seguinte…

Matriz energética

Tornar a matriz mais limpa passa por ações de diversos atores e as grandes empresas têm um papel importante de indução e desenvolvimento destas soluções.

A instalação de placas solares, que é normalmente a primeira iniciativa que vem à mente, pode ser feita com ajuda de startups como SolarGrid e a SolStar, e é um caminho cada vez mais vantajoso, à medida que a tecnologia por trás das placas evolui. O modelo de assinar placas, como o da Solar21 também tem apelo e é uma forma mais barata de começar.

Outras fontes de energia, como o biogás produzido pela acelerada do Quintessa HY Sustentável também vem ganhando relevância, principalmente em cadeias alimentícias.

Ademais, a migração da origem da energia elétrica da sua cadeia pode ser feita sem necessariamente a implantação de equipamentos nas instalações das empresas. Modelos de assinatura de créditos de energia limpa, como o da Lemon e da NewSun são saídas para se adotar em cadeias mais pulverizadas. Existem também grandes comercializadoras oferecendo energia limpa no mercado livre.

Ganho em eficiência energética, uma pauta que é intimamente ligada ao retorno financeiro, uma vez que a economia de energia leva a menores gastos, também pode ser endereçado por startups, como a GreenAnt, que ajuda a mensurar perdas e ineficiências.

Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com João Ceridono.

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